Foi hoje publicado o 25.º ranking das escolas. Um quarto de século de um embuste, celebrado, em alguns casos, com nomes distintos, métodos aparentemente alternativos, variáveis interativas e análises especializadas, feito por órgãos de comunicação social, bancos e instituições de ensino privadas. 

Apesar de envoltos numa aura de rigor, exigência e tecnologia, os rankings: seriam e estigmatizam escolas através de exames nacionais que hierarquizam e eliminam alunos; desprestigiam o trabalho das escolas e dos professores através de exames nacionais que desprezam a aprendizagem saudável e a avaliação contínua; promovem a competição através de exames nacionais que estimulam o individualismo. 

Assim, e enquanto persistir esta pseudo avaliação que ignora os privilégios de classe - a que chamam mérito - para perpetuar desigualdades que alegadamente se pretende combater, a FENPROF não se cansará de denunciar que a intenção deste folclore anual não é mais do que reforçar o preconceito ideológico de que o privado é bom e o público é mau e assim engordar o negócio da educação, também à custa do estado. 

A FENPROF nunca se cansará de saudar todos os professores que, diariamente, continuam a pugnar por uma educação e escola de qualidade para todos, buscando a formação integral dos alunos, apesar da insidiosa desconfiança que todos estes expedientes lançam sobre si.

Fonte: FENPROF