Em Janeirode 2011 as tarifas de transporte público aumentaram 4.5%, em Agosto o aumentofoi de 15% e a partir de Fevereiro de 2012 voltam a subir. Ou seja, em um ano eum mês, os transportes públicos tiveram um aumento de 26,1%.
Mas o Governo falta à verdade quando diz que o aumento em Fevereiro é de “apenas” 5%.
Em Dezembro de 2011 a taxa de desemprego atingiu os 13,6%, segundo dados do Eurostat, estando acima da média quer da Zona Euro, quer da União Europeia.
Nos últimos meses o desemprego aumentou no nosso país a um ritmo superior ao verificado naqueles espaços. Entre Janeiro e Dezembro, Portugal passou de 6º para 4º entre os países da Zona Euro com mais altas taxas de desemprego, estando agora apenas atrás da Espanha, Grécia e Irlanda. E ocupa o 6º da União Europeia.
Os jovens e as mulheres têm sido particularmente afectados. Os jovens têm já uma taxa de desemprego de 30,8%, tendo subido do 14º lugar para o 5º da União Europeia naquele período. As mulheres, com uma taxa de desemprego de 13,9%, passaram do 7º para o 3º lugar.
O novo secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, apelou hoje para a unidade na ação a partir dos locais de trabalho, contra a retirada de direitos laborais e sociais. SIC Notícias (http://sicnoticias.sapo.pt/1271213)
Não à exploração, às desigualdades e ao empobrecimento
Outra política é possível e necessária
Estamos perante uma política de terrorismo económico e social que exige uma resposta de grande dimensão a nível nacional.
O Governo do PSD-CDS e o grande patronato pretendem:
colocar o Estado ao serviço das empresas;
pôr a segurança social a financiar os patrões para pagar menos e precariezar as relações de trabalho;
facilitar os despedimentos e diminuir as indemnizações e o valor do subsídio de desemprego;
flexibilizar os horários de trabalho e reduzir a retribuição;
atacar a contratação colectiva e promover o trabalho gratuito com a redução de feriados e dias de férias.
Esta é uma política que é preciso combater. Dia 11 vamos manifestar todos os descontentamentos, protestos e indignações contra a política que rouba aos trabalhadores e ao povo ao mesmo tempo que empurra o país para o precipício.
Na sequência da sua participação, como convidada, no XII Congresso da CGTP - Intersindical Nacional, uma delegação da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC) realiza visitas de trabalho à CGTP-IN e sua estrutura, nos dias 30 e 31 de Janeiro de 2012.
A Direcção Nacional da Inter-Reformados/CGTP-IN manifesta o seu
veemente repúdio pelas medidas que têm vindo a ser tomadas pelo Governo
do PSD/CDS, que atingem brutalmente os Reformados, Aposentados e
Pensionistas nos seus direitos e aspirações a viver dignamente,
pretendendo substituir direitos por assistencialismo.
A CGTP-IN repudia as declarações injuriosas e difamatórias, hoje
proferidas pelo Secretário Geral da UGT – João Proença – à Antena 1,
afirmando que tinha sido “incentivado por altos dirigentes da CGTP-IN a
negociar e assinar o acordo, uma vez que a Intersindical não o podia
fazer”. Perante a gravidade de tais declarações a CGTP-IN decidiu já adoptar as
medidas conducentes à apresentação de uma participação criminal contra
o autor de tais declarações.
O “acordo” celebrado pelas confederações patronais com a UGT constitui o maior atentado aos direitos
dos trabalhadores e um retrocesso social sem precedentes nas relações de trabalho em Portugal. É
óptimo para o grande patronato e inaceitável para os trabalhadores e as suas famílias porque acentua
a exploração, as desigualdades e o empobrecimento.
É um compromisso que coloca o Estado e o dinheiro dos nossos impostos ao serviço dos grandes
grupos económicos e financeiros e fragiliza a segurança social, ao forçá-la a financiar as empresas
para baixar salários, generalizar a precariedade e, de seguida, enviar os trabalhadores para o
desemprego.
Este é o “acordo” da capitulação que subverte o princípio constitucional de proibição de despedimento
sem justa causa, abrindo a porta de par em par aos despedimentos por inadaptação, decorrentes da
“quebra de produtividade ou de qualidade”, sempre associada a objectivos definidos e impostos pelo
patronato aos trabalhadores.