O país assiste ao aumento de incidentes críticos, alguns, fatídicos na resposta às necessidades em cuidados de saúde.
Para além dos partos em ambulâncias, que continuam, são agora os casos da falta de resposta emergente que redundaram na morte de duas pessoas.
Não obstante, o Governo e o Ministério da Saúde tardam em assumir as responsabilidades políticas, pelo contrário, transferem-nas para as administrações hospitalares, para os bombeiros, para o INEM.
A Ministra da Saúde afirmou de forma perentória, em dezembro, que iria acabar com os internamentos sociais com o objetivo de libertar as camas hospitalares, indevidamente ocupadas, e que permitiriam minimizar o problema da falta de macas nos hospitais e, consequentemente, a retenção de ambulâncias.
Não só não concretizou como ainda nem Governo, nem Ministério da Saúde vieram explicar ao país qual a razão para não ter sido cumprido o que estava previsto no Plano de Recuperação e Resiliência que previa o aumento da oferta de camas de cuidados continuados e para o qual estava alocada uma verba considerável. Essa verba foi transferida em outubro de 2025 para o Banco do Fomento e falta saber se alguma vez será utilizado de acordo com o objetivo inicial.
Entretanto, para 2026, foi aprovado um corte de 10% no Orçamento da Saúde para a aquisição de bens e serviços e aumentou os constrangimentos na contratação: os mapas de pessoal só podem crescer 1,9% relativamente aos mapas de pessoal existentes a 31 de dezembro de 2024.
Governo e Ministério da Saúde não resolvem os problemas: Valorização e maior atratividade das carreiras profissionais, maior autonomia gestionária aos Conselhos de Administração de acordo com os planos apresentados e aprovados, contratação de profissionais. Ao invés, estrangula o funcionamento das instituições com a não transferência total das verbas aprovadas em Orçamento obrigando a uma gestão “à vista”, mensal.
Fonte: SEP
