No passado dia 29 de Janeiro, o CESP reuniu com a Sonae MC, na Maia. A empresa recusou todas as propostas do nosso Caderno Reivindicativo para 2026, e apresentou justificações inaceitáveis:

SALÁRIOS: Recusaram subir o salário de entrada para os 1050€ e aumentar em 15% (mínimo 150€) todos os trabalhadores. Os salários representam apenas 12% dos custos da Sonae, onde se incluem os 2.000 milhões de salário da CEO. A Sonae tem todas as condições para aumentar os nossos salários!

SALÁRIOS: Recusaram subir o salário de entrada para os 1050€ e aumentar em 15% (mínimo 150€) todos os trabalhadores. Os salários representam apenas 12% dos custos da Sonae, onde se incluem os 2.000 milhões de salário da CEO. A Sonae tem todas as condições para aumentar os nossos salários!

CARREIRAS WELLS: Recusaram a integração dos trabalhadores da Wells na carreira de Técnico.

HORÁRIOS E DESCANSO: Rejeitaram a semana de trabalho de 35 horas, o encerramento das lojas aos domingos e feriados, e os 25 dias úteis de férias.

SUBSÍDIOS: Negaram aumentar o subsídio de alimentação para 10,20€/dia, o pagamento do extra por trabalho nocturno a partir das 20 horas e o subsídio de frio (15%).

BENEFÍCIOS SOCIAIS: Recusaram a dispensa no dia de aniversário, o apoio escolar de 100€ por filho por ano, e a extensão do seguro de saúde aos filhos.

PROMOÇÃO A OPERADOR PRINCIPAL: Recusaram a promoção automática dos Operadores de Armazém e de Loja até à categoria de Operador Principal.

É inaceitável que a Sonae continue a lucrar milhões por ano enquanto nós trabalhamos por 2 e por 3!

Em 2025, a Sonae lucrou 200 milhões de euros até Setembro - um aumento de 38% em relação a 2024.

Sem o nosso trabalho, as lojas do Continente, Wells, Worten, Meu Super, e de todas as outras marcas da Sonae não abrem!

Exigimos dignidade no trabalho!

SOBRE A GREVE GERAL DO PASSADO DIA 11 DE DEZEMBRO:

Durante a reunião, os representantes dos Recursos Humanos da Sonae admitiram que questionaram directamente os trabalhadores sobre as suas intenções de aderir à greve geral do passado dia 11 de Dezembro, apresentando justificações como a "logística dos transportes"

O CESP denunciou esta manobra como a forma de pressão e repressão que é! A empresa não pode perguntar aos trabalhadores se vão aderir a uma greve (Artigo 540.º do Código do Trabalho), nenhuma logística está acima da lei!

Assim, tal como já tínhamos informado a Sonae em Dezembro, o CESP está a finalizar o processo da queixa-crime que vamos apresentar. Também denunciámos e exigimos a intervenção imediata nos casos em que os trabalhadores que estão a ser prejudicados por motivos raciais!

 Fonte: CESP

sonae