Os Técnicos Superiores e Técnicos Especializados da Escola Pública irão estar em greve, no próximo dia 8 de Maio e concentrar-se-ão junto ao Ministério da Educação, pelas 14.30h, do mesmo dia, para exigirem o fim da injustiça e da precariedade laboral, o direito à estabilidade e à carreira.
Os técnicos especializados e os técnicos superiores são um grupo de trabalhadores que possuem habilitações académicas e/ou profissionais diferenciadas e funções muito distintas que integram o contexto escolar: psicólogos, formadores em Língua Gestual Portuguesa (LGP), intérpretes em LGP, terapeutas da fala, terapeutas ocupacionais, animadores socioculturais, mediadores, fisioterapeutas, psicomotricistas, técnicos de serviço social.
Estes trabalhadores vão estar em luta pela sua integração nos mapas de pessoal, como foi prometido pelo Governo e contra o concurso discricionário por Agrupamento de Escolas e Escolas não Agrupadas, que se encontra em curso, que deixa tudo na mesma, mantendo as dificuldades na abertura de cada ano lectivo. Em alternativa reivindicam a abertura de um concurso nacional para a integração de todos os técnicos especializados, com critérios uniformes que garantam transparência e evitem injustiças.
E exigem, também, a reconstituição da carreira dos técnicos superiores, integrados pela via do PREVPAP, a valorização da mesma carreira e a consolidação da mobilidade geográfica.
Apesar da sua importância na Escola Pública com uma educação inclusiva e de as suas funções corresponderem a necessidades permanentes da mesma, o Governo num manifesto acto de insensibilidade social, recusa-se em autorizar a integração de todos estes trabalhadores nos mapas de pessoal dos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Agrupadas, insistindo em manter os mesmos numa situação de precariedade contínua.
A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais e o Sindicato Nacional dos Psicólogos consideram que é indispensável a satisfação das reivindicações destes trabalhadores, para que não se repitam, no próximo ano lectivo, as graves perturbações de funcionamento da Escola Pública, verificadas no início do presente ano e nos anteriores.
Fonte: FNSTFPS
