O CESP reuniu com o Conselho de Administração da EMEL no dia 7 de julho e fechou acordo no sentido de garantir que o aumento salarial de 56,58€ tenha retroativos a Janeiro para todos os trabalhadores.

O pagamento destes retroactivos acontecerá em dois momentos: o primeiro no final de Julho e o segundo no final de Agosto.

Este valor é insuficiente, tanto para a valorização do trabalho dos trabalhadores, como para a resposta ao brutal aumento do custo de vida.

Relativamente ao resto do Caderno Reivindicativo, conseguimos acordo para a picagem de ponto desfardado nos horários após as 20h30, a criação do Gabinete de Apoio ao Trabalhador, a melhoria dos fardamentos, assegurar um local seguro e adequado para guardar os Fundos de Maneio e a resolução imediata da falta de água nos postos de atendimento.

VOLTAREMOS A REUNIR NO DIA 14 DE OUTUBRO PARA:

  • Avaliar a possibilidade de novos aumentos salariais ainda em 2026;
  • Iniciar o processo de negociação para 2027, continuando o processo negocial para a melhoria das condições de trabalho de todos.

Antes desta reunião, realizaremos plenários com os trabalhadores para discussão das propostas a apresentar.

Apesar de insuficiente, este resultado só foi possível graças à luta dos trabalhadores: conseguimos travar a proposta inicial, que continha aumentos diferenciados ao longo do ano, e não permitimos discriminações em relação ao mínimo já atribuído noutras empresas municipais.

Apesar dos percalços ao longo do caminho — nomeadamente das diversas tentativas de fomentar divisões entre os trabalhadores —, alcançámos o patamar mínimo para o acordo possível este ano.

A EMEL CONTINUA SEM RESPONDER A MUITOS DOS PROBLEMAS E REIVINDICAÇÕES DOS TRABALHADORES, MAS A LUTA É PARA CONTINUAR!

As muitas lutas realizadas ao longo dos anos comprovam que é possível ir mais longe quando estamos juntos e determinados: tanto no aumento dos salários, como na melhoria das condições de trabalho!

É com esta perspectiva que olhamos o futuro, com confiança na unidade, organização e luta dos trabalhadores.

Fonte: CESP