A CGTP-IN condena o recente recrudescimento da agressão a Cuba, com uma nova ordem executiva do Presidente dos EUA que impõe sanções aos países que vendam petróleo a Cuba.

Com esta ordem executiva, baseada num conjunto de mentiras e falsidades, nomeadamente acusando as políticas cubanas de serem um perigo para os EUA, agrava-se o criminoso bloqueio económico, financeiro e comercial que há quase 70 anos tenta estrangular o povo e os trabalhadores cubanos. Tem sido os EUA e a sua política de ingerência e agressão, o verdadeiro perigo à paz e à segurança dos povos da América Latina e do Caribe. Uma vez mais os EUA elevam a escalada de confrontação e desestabilização contra a América Latina, onde se inserem a agressão à Venezuela e o rapto do seu presidente, e as ameaças e chantagens ao México e à Colômbia, provas da atitude agressiva do imperialismo norte-americano.

A administração norte-americana ameaça todos os que, de forma soberana, fazem negócio com Cuba, evidenciando o carácter extraterritorial do bloqueio, e mais um acto de desrespeito ao direito internacional e aos princípios da carta das Nações Unidas. O imperialismo norte-americano agrava as já nefastas consequências do bloqueio, fragilizando ainda mais a precária situação energética da ilha cubana, dificultando a entrada de combustível e multiplicando as falhas de energia, impondo um bloqueio petrolífero total a Cuba.

Este bloqueio tem efeitos graves no quotidiano dos cubanos, limitando o acesso a medicamentos, consumíveis médicos, matérias-primas, peças de maquinaria para reparação dos sistemas eléctricos e acesso aos sistemas financeiros. Um bloqueio com um custo acumulado de já mais de 170 mil 677 milhões de dólares.

Um bloqueio que é rejeitado, sucessivamente, pela larga maioria de países na Assembleia-geral das Nações Unidas, incluindo por Portugal, que deve fazer jus à sua posição sobre o bloqueio e condenar mais esta violenta agressão.

O povo cubano, 80% do qual nasceu já sob os efeitos do bloqueio, resiste e, apesar das dificuldades, é um farol de solidariedade na América Latina e no mundo, de que é exemplo a Escola Latinoamericana de Medicina, que formou mais de 30 mil médicos das Filipinas à Palestina, contribuindo de forma ímpar para a chegada de ajuda médica às partes mais necessitadas do mundo.

A CGTP-IN reafirma a solidariedade com o povo e os trabalhadores cubanos e a sua central sindical, a Central dos Trabalhadores Cubanos. Neste momento redobra a importância da Campanha “Por Cuba! Fim ao Bloqueio!”, um acto de solidariedade que junta diversas organizações na recolha de ajuda para Cuba. Continuaremos a exigir o fim deste criminoso bloqueio imposto pelos EUA e respeito pelo direito do povo cubano a decidir o seu modelo económico e político.

INT/CGTP-IN
04.02.2026