O STRUP-FECTRANS saúda todos os trabalhadores que de forma muito significativa participaram no Plenário Geral, realizado ontem, dia 18, em Santo Amaro.
A Resolução aprovada resultou da discussão com os trabalhadores, pelo que o STRUP-FECTRANS reafirma que da sua parte, não deixará de lhes dar cumprimento.
As decisões aprovadas foram:
• Exigir que os “bónus” no serviço dos trabalhadores do tráfego não sejam contabilizados para o pagamento das deslocações no final do serviço, assim como aos que prestam trabalho extraordinário, também estas deslocações devem ser pagas;
• Propor que todas as Organizações Sindicais unifiquem a proposta em matéria pecuniária com um aumento na tabela salarial de 90€ com efeitos a janeiro de 2025, acrescidos de um aumento intercalar de 30€ com efeitos a Julho de 2025 e de um aumento para 12,50€ no subsídio de refeição;
• Exigir a evolução progressiva para as 35 horas semanais, estando incluídas neste as deslocações de e para os locais de rendição no tráfego;
• Exigir a valorização dos setores fixos através da criação de um subsídio compensatório, que equilibre os salários dos tripulantes com os sectores fixos.
Caso não haja resposta positiva às reivindicações aqui formuladas, decidem ainda mandatar o STRUP-FECTRANS para entregar um pré-aviso de greve de 24 horas, para o dia 11 de Março de 2025, para a realização de um novo Plenário Geral;
• Este pré-aviso de greve será entregue, no final da próxima reunião de negociação, marcada para o dia 24/02/2025.
O tempo é de valorização dos salários e dignificação das condições de trabalho, em todos os setores da empresa, algumas delas completamente inaceitáveis, como é a continuação de falta de condições sanitárias, nos terminais das carreiras no trafego.
Não esquecemos que as “engenharias contabilísticas” da retirada dos 4 milhões da Carris para o Websummit, teria permitido um aumento salarial, no ano passado de 109€.
Rejeitamos em absoluto o “prémio da cenoura”, que não constitui qualquer incentivo à assiduidade, mas sim à irresponsabilidade dos trabalhadores, que para o receber teriam de vir trabalhar doentes ou não estarem presentes na morte de algum familiar. Se há aqui irresponsáveis, eles estão naqueles que decidiram a criação deste “prémio”, em vez de colocarem esses meios financeiros, em cima da mesa de negociações.
Fonte: STRUP-FECTRANS