A REN tem boa saúde económica e financeira, como se vê pelos seus lucros, e os trabalhadores têm direito a recuperar o poder de compra, mas a administração respondeu com valores irrisórios à reformulação da proposta sindical, nas negociações da revisão salarial anual.
Na reunião de 1 de Abril, a Comissão Negociadora da Fiequimetal voltou a reformular a sua proposta de aumento salarial mínimo, de 135 para 125 euros, e manteve dez por cento, para as matérias de expressão pecuniária.
Apesar desta reformulação, reafirmou-se que a REN tem uma boa saúde económica e financeira — e os lucros falam por si.
A CNS — como se refere na informação divulgada após a reunião — reiterou que os trabalhadores da REN têm o direito a recuperarem o poder de compra, para fazerem face à inflação real de 2025 e ao brutal aumento do custo de vida.
O pressuposto da administração, para «celeridade» na conclusão das negociações, revelou-se insuficiente e amargo, pois não alterou a proposta de 2,3 por cento, para a tabela salarial e as matérias de expressão pecuniária. Passou o valor mínimo de aumento salarial para 45 euros (apenas mais cinco euros do que na reunião anterior), com 2,5 por cento para os mínimos e máximos nos turnos, disponibilidade e ajudas de custo.
A Fiequimetal considera estes valores irrisórios e reforça o apelo que a todos os trabalhadores se mantenham unidos, independentemente da sua filiação sindical, lutando por aquilo que é seu por direito: um aumento justo dos seus salários.
Fonte: FIEQUIMETAL