Os trabalhadores da Fima-Olá, organizados no SITE-CSRA, reuniram-se em plenários no exterior da fábrica, em Santa Iria de Azóia (Loures), contra a imposição de horários e a limitação do direito de reunião.
Os plenários tiveram lugar no dia 2, no exterior das instalações fabris e fora do horário de trabalho, numa forte demonstração de unidade e resistência contra a postura intransigente da administração.
O sindicato explicou que a realização dos plenários no exterior foi uma resposta directa à decisão patronal de impor serviços de natureza urgente e essencial abusivos, uma vez que abrangeriam mais de metade dos trabalhadores, numa clara tentativa de boicotar a reunião e esvaziar a participação.
Alteração de horário
A ordem de trabalhos dos plenários centrou-se na contestação à alteração do horário de trabalho, um processo conduzido pela direcção da empresa à revelia das boas práticas e dos direitos das organizações de trabalhadores.
O sindicato e os trabalhadores denunciam o atropelo democrático nesta tomada de decisão, designadamente, por:
- Consulta sem transparência, pois a auscultação promovida pela empresa foi feita de forma anónima e sem a presença de nenhum representante dos trabalhadores;
- Irregularidades nas datas, porque a afixação do novo horário ocorreu no dia 29 de Junho, mas o documento encontrava-se datado de 22 de Junho;
- Boicote ao direito de reunião, já que a invocação abusiva de "serviços de natureza urgente e essencial" (autênticos serviços máximos) serviu apenas como pretexto para tentar impedir a discussão colectiva sobre uma matéria com profundo impacto na conciliação do trabalho com a vida pessoal e familiar.
Os plenários demonstraram que os trabalhadores não se deixam intimidar por manobras de bloqueio.
A Fima-Olá promove um ambiente de trabalho caracterizado pelo autoritarismo e pelo desrespeito por quem produz. Mas os trabalhadores, unidos e organizados, vão continuar a luta pela reposição dos direitos e por horários dignos, como salientou o sindicato.
Fonte: FIEQUIMETAL
