Para valorizar os salários e romper com a perda de poder de compra, a Comissão Negociadora Sindical da Fiequimetal apresentou ontem uma proposta de revisão da tabela salarial, preconizando aumentos nunca inferiores a 150 euros, entre outras melhorias.
A administração não alterou a sua posição, quanto a apenas apresentar uma contraproposta de revisão salarial no dia 4 de Fevereiro.
A Fiequimetal e os seus sindicatos salientaram que os trabalhadores das empresas do Grupo EDP (como a generalidade dos trabalhadores em Portugal) sentem no dia-a-dia o impacto do brutal aumento dos preços de bens e serviços, que há vários anos os obriga ao aperto do cinto.
No comunicado que hoje divulgou aos trabalhadores, a CNS/Fiequimetal revelou os pontos fundamentais da proposta de revisão da tabela salarial para 2026, apresentada na reunião negocial de ontem, para fazer face a esta situação:
- Aumento salarial de 7,5 por cento, com o mínimo de 150 euros;
- Valorização das restantes matérias de expressão pecuniária em 15 por cento;
- Melhoria do valor das ajudas de custo, nomeadamente, dando relevo ao aumento do valor da refeição principal.
Avaliação de desempenho
Foi colocada, por escrito, uma recomendação à administração, antevendo a próxima comunicação do resultado da avaliação de desempenho de 2025.
Ano após ano, sucedem-se os pedidos de esclarecimento por parte dos trabalhadores, resultantes da mensagem transmitida pelas hierarquias, sobre as normas com que se guiam, na hora de dar a avaliação, nomeadamente a imposição de notas segundo a famosa curva de Gauss.
Nos últimos anos tem sido afirmado pelos representantes da administração que não há imposição de notas, de cima para baixo.
Esta situação levou a CNS/Fiequimetal a recomendar que as regras aplicadas sejam publicadas na intranet, ficando assim à disposição de todos os trabalhadores.
Comunicado da Comissão Negociadora Sindical, incluindo proposta de revisão salarial AQUI
Fonte: FIEQUIMETAL
