A Accenture não nos pode deixar sem salário!
A Accenture tenciona suspender os contratos de cerca de 100 trabalhadores nos pólos de Miraflores, em Algés. Se esta suspensão avançar, estes trabalhadores ficarão sem salário e sem poder encontrar outro trabalho sem de despedirem: é um despedimento encapotado!
Estes trabalhadores têm uma coisa em comum: foram considerados “Aptos Condicionais” pela Medicina do Trabalho. Ou seja, podem trabalhar desde que as suas limitações e recomendações médicas sejam respeitadas.
Apesar disso, a empresa alega que não dispõe de funções compatíveis com as condições de saúde destes trabalhadores.
Na prática, a Accenture pretende manter os trabalhadores vinculados à empresa, mas sem lhes pagar salário. Sem salário e sem uma solução, ficam numa situação de enorme vulnerabilidade: não podem simplesmente abandonar o emprego, perdendo o direito ao subsídio de desemprego.
A Accenture não nos pode usar e deitar fora!
Muitos destes “Aptos Condicionais” são da responsabilidade da Accenture, e da sua despreocupação com a nossa protecção!
Vários destes trabalhadores fazem moderação de conteúdos digitais. Esta actividade implica exposição continuada a imagens perturbadoras e materiais psicologicamente traumáticos.
Por isso, exige uma avaliação rigorosa dos riscos profissionais e medidas efectivas de protecção da saúde — o que não acontece na Accenture!
A Accenture desvaloriza a nossa saúde mental, e ameaça suspender-nos quando damos sinais de incapacidade!
O CESP avançou com providências cautelares para proteger os direitos e salários dos trabalhadores da Accenture.
É indispensável apurar a legalidade da suspensão destes contratos e verificar se a empresa cumpriu as suas obrigações (adaptar os postos de trabalho e procurar funções compatíveis com as limitações médicas identificadas).
Os trabalhadores não podem ser abandonados nem empurrados para a pobreza.
A Accenture tem responsabilidades e tem de as cumprir!
Fonte: CESP
