Realizaram-se hoje, 29 de Novembro, manifestações em Lisboa e Porto, no âmbito da campanha de solidariedade “Todos pela Palestina! Fim ao Genocídio! Fim à Ocupação!”
Neste Dia Internacional de solidariedade com o povo palestiniano os trabalhadores e o povo voltaram a demonstrar que a solidariedade e a luta pela concretização dos direitos do povo da continua a ser necessária porque o genocídio e a ocupação não cessaram.
Apesar do acordo de cessar-fogo, os assassinatos de palestinianos pelo exército israelita continuam às centenas na faixa de Gaza. Mantém-se a presença do exército israelita em metade da faixa de Gaza e a destruição de infrastruturas e habitações no território ocupado. A ajuda humanitária continua obstaculizada, deixando a fome e a doença grassar livremente, agravando com a chegada do inverno. A destruição no território é devastadora. Na Cisjordânia multiplicam-se os colonato, retalhando ainda mais o território, expulsando o palestiniano das suas casa. Com a sua política genocida, Israel tenta inviabilizar a criação de um estado da Palestina licre, independente e soberano.
Israel pratica esta política com o apoio declarado dos EUA, com a conivência dos aliados da NATO e da UE. Com este apoio segue sendo a maior ameaça à paz no Médio Oriente, como comprovam a continuação da ocupação da Síria e do Líbano, os ataques e provocações ao Irão.
Este acordo de cessar fogo não tem garantido a segurança do povo palestiniano, cujos mortos ascendem os 68 mil de há dois anos para cá, não garante a retirada do exército israelita, não garante o fim da ocupação. Antes vemos desenrolar planos para efectivar e perpetuar esta ocupação, para dar lugar aos planos que o imperialismo tem reservados para a região, atacando o direito à autodeterminação e à soberania do povo palestiniano, o direito do retorno dos seus refugiados.
O reconhecimento do estado da Palestina por parte do governo português, fruto de décadas de luta do povo português e da resistência palestiniana, deveria ser incondicional e pleno.
A CGTP-IN denuncia a conivência do governo português com o genocídio e a ocupação e exige que o governo tome uma posição de denúncia dos crimes de Israel, exija o seu fim imediato, a entrada sem obstáculos da ajuda humanitária, e a criação do estado da Palestina livre, independente e soberana, de forma incondicional, de acordo com o direito internacional.
No Dia Internacional de Solidariedade como o povo palestiniano a CGTP-IN exige que o cessar-fogo tem de ser efectivo, real e permanente, o fim do genocídio e da ocupação, o fim das agressões de Israel aos países do Médio Oriente, a criação do estado da Palestina, livre, independente e soberano, com as fronteiras de 1967, com capital em Jerusalém Oriental e o retorno dos refugiados palestinianos, de acordo com as sucessivas resoluções da ONU.
