A Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens – CIMH/CGTP-IN promove a SEMANA DA IGUALDADE de 2 a 8 de Março de 2026 em todo o País, com o lema: “A Igualdade que Abril abriu. Reforçar Direitos. Cumprir a Constituição”.
Vão realizar-se iniciativas diversificadas e descentralizadas (Plenários, Tribunas Públicas, Debates, Marchas e Desfiles) e serão divulgados 5 Estudos sobre a Situação actual da Mulher no Trabalho.
Este é o segundo ESTUDO:
O emprego tem aumentado mas à sobretudo à custa dos vínculos precários, com sete em cada dez trabalhadores a encontrar emprego através de contratos não permanentes.
A precariedade laboral atinge cerca de 570 mil mulheres trabalhadoras no nosso país, ou seja, 25,6% do total, sendo Portugal o segundo país da União Europeia em que mais se recorre a vínculos precários.
Esta situação agrava-se entre as jovens trabalhadoras com menos de 25 anos, com uma taxa de precariedade superior a 50%1.
Precariedade do emprego entre as mulheres trabalhadoras, Portugal

A precariedade tem consequências profundamente negativas na vida das trabalhadoras e trabalhadores - traduzindo-se em menores salários, insegurança, menor investimento das empresas em formação profissional, intimidações e chantagens, maiores ritmos de trabalho, etc. – assim como sobre a economia e o desenvolvimento do país, além de constituir a principal causa de desemprego.
De acordo com dados do IEFP, 55% dos desempregados que se registaram ao longo do mês de Dezembro nos centros de emprego fizeram-no porque o seu contrato a prazo acabou.
1Nesta estimativa foram usados os dados administrativos disponíveis sobre contratação a termo, designadamente dos Quadros de Pessoal do GEP/MTSSS para o sector privado e do Sistema de Informação da Organização do Estado da DGAEP para o emprego público, assim como dados estimados pelo Inquérito ao Emprego, do INE, relativos às falsas prestações de serviços. O número de mulheres com contratos a termo na Administração Pública foi estimado tendo em conta o seu peso no emprego total do sector.
DIF/CGTP-IN
Lisboa, 20.02.2026