A Interjovem/CGTP-IN, no seguimento da saudação da CGTP-IN à extraordinária Greve Geral realizada, saúda de forma especial os trabalhadores mais jovens que estiveram envolvidos na concretização desta jornada de protesto que, pelas suas dimensões e impacto, foi uma forma de luta demonstrativa da grande disponibilidade para exigirmos trabalho com direitos, o fim dos retrocessos sociais de que os jovens trabalhadores estão a ser alvo.

 

Durante os últimos dias, na mobilização para esta greve, assistimos nas empresas e locais de trabalho a uma forte campanha, desmobilizando os trabalhadores com vínculos precários e em situações difíceis através de ameaças e pressões de todo o tipo, na sua maior parte completamente ilegais, pondo em causa o próprio direito constitucional à greve.

Em várias de empresas, os patrões confrontaram milhares de jovens trabalhadores com a não renovação dos contratos, com o não pagamento de prémios de assiduidade, com a colocação de táxis e outros transportes à disposição dos que viessem trabalhar neste dia.

 No próprio dia da Greve, a pressão exercida pelo patronato e pelo Governo, manipulando de forma abusiva os supervisores e as Forças de Segurança que, em muitos casos não saíram da porta das empresas, impedindo a acção legítima dos dirigentes e delegados sindicais nos piquetes de Greve, fez com que tenha sido necessária muita coragem e determinação não ir trabalhar e para participar nas dezenas de concentrações, realizadas por todo o país, rejeitando o pacto de agressão e as políticas de direita que tem sido seguidas.

As condições de precariedade, os baixos salários, as situações de desemprego com que se confrontam milhares de jovens nas suas famílias, a pressão para manterem o posto de trabalho, sujeitando-se a todas as arbitrariedades, fazem com que, os números da adesão à Greve sejam um claro sinal de que a Luta é possível.

Os milhares de jovens trabalhadores que, sob esta pressão, abdicando, a custo do dia de salário, fizeram greve, demonstraram que estão determinados em exigir trabalho com direitos, sem se vergaram à inevitabilidade de viverem pior.

Saudamos todos aqueles que tiveram coragem e confiaram na importância de estar com a Greve Geral porque, com a nossa Luta, para além de defendermos os direitos de quem trabalha, rejeitamos, fortemente uma política de destruição da capacidade de produção nacional, que aumenta o desemprego, acabando com milhares de postos de trabalho, com serviços públicos essenciais e com sectores estratégicos para o nosso desenvolvimento como é o caso dos transportes públicos.

Ao participar activamente na Luta, exigimos outro rumo, o fim dos sacrifícios para os mesmos de sempre, da submissão dos trabalhadores às imposições do grande patronato, apoiado em medidas de verdadeiro saque aos nossos direitos.

Saímos desta Greve Geral, com mais força e com uma maior capacidade de resistência, com uma consciência mais ampla de que é necessário reforçar a Luta e fazer crescer protesto e a exigência do trabalho com direitos, do fim da precariedade, do aumento real dos salários, do respeito pelos nossos direitos.

Saímos desta grande Greve Geral com a certeza de que é necessário continuara a alargar a participação e envolvimento de mais jovens trabalhadores que, com força, determinação e empenho, possam acrescer forças nos próximos momentos de luta.

A dimensão e as consequências desta greve Geral nas acções de Luta que desenvolveremos daqui para a frente faz dela um momento determinante para os jovens trabalhadores, para que tomemos nas nossas mãos a tarefa de Lutar pelos nossos direitos, pelo trabalho estável e por um país diferente, onde seja possível pormos as nossas capacidades e as nossas forças ao serviço do desenvolvimento, do bem estar e da felicidade dos trabalhadores e das populações.

A Interjovem/CGTP-IN