A Jerónimo Martins (dona do Pingo Doce) lucrou 646 milhões de euros em 2026. Os trabalhadores constroem diariamente resultados como este, mas continuam a ser desvalorizados!
Em 2025, o CEO do grupo voltou a ser o gestor mais bem pago do país, recebendo o equivalente aos salários de 226 trabalhadores do Pingo Doce.
O grupo continua a aumentar os lucros à custa da desvalorização salarial, intensificação dos ritmos de trabalho e da precarização das condições laborais.
Os horários de trabalho são desumanos e completamente desregulados, alterados de um dia para o outro e muitas vezes sem aviso prévio e com várias escalas numa semana, não respeitando o CCT em vigor. As alterações diárias aos períodos de refeição também têm um forte impacto na saúde dos trabalhadores.
A empresa também ataca os direitos de parentalidade (Horários Flexíveis), como aconteceu recentemente nas Cozinhas Centrais em Odivelas, onde os trabalhadores com responsabilidades parentais viram os seus horários alterados ilegalmente, e foram impedidos de entrar para cumprir os seus horários legais.
Este ataque é demonstrativo da interferência das empresas da distribuição nas propostas de alteração à lei do trabalho (pacote laboral).
Por tudo isto, o CESP organiza várias acções de denúncia pelo país, nas seguintes lojas:
Lisboa: Pingo Doce Alto da Barra Oeiras | 11 horas
Porto: Pingo Doce Sá da Bandeira | 12h30
Setúbal: Pingo Doce do Pinhal Novo | 11 horas
Beira Litoral: Pingo doce de Celas, em Coimbra | 11 horas
Leiria e Santarém: Bairro do Nicho, em Riachos | das 10 às 12 horas
Braga: Pingo doce de Vizela | 11 horas
Algarve: Pingo Doce do Mar Shopping | 13 horas
Viana: Pingo Doce Meadela | 11 horas
Fonte: CESP
