Até dia 24, estão a decorrer plenários e reuniões de trabalhadores, nos vários locais de trabalho da TK Elevadores Portugal, para discutir e aprovar as matérias resultantes da negociação anual, com efeito positivo do acordo alcançado após as lutas realizadas no ano passado.

Apenas a actualização salarial está a ser renegociada, uma vez que o aumento do salário mínimo nacional é, em 2026, superior ao valor acordado na empresa - situação que ficou ressalvada no acordo de 2025.

Todas as rubricas foram actualizadas nos salários de Janeiro - como se referia num comunicado que a Comissão Intersindical na TKE emitiu no final do mês.

Foi feito um apelo à participação de todos na manifestação nacional que a CGTP-IN convocou para 28 de Fevereiro, em Lisboa e no Porto, contra o pacote laboral do Governo.

Acordo importante

Além da valorização dos salários e outras matérias, o «Acordo 2025» (que resultou muito claramente das lutas, incluindo greves, realizadas na TK Elevadores nos primeiros meses do ano passado, com muito forte adesão dos trabalhadores) permitiu alcançar a sexta diuturnidade, para vigorar desde Janeiro de 2026, no valor de 34 euros, algo inédito no sector.

A Fiequimetal e os seus sindicatos (SIESI, SITE Norte, SITE CN e SITE CSRA) destacam que foi possível alcançar um acordo de valorização dos trabalhadores, em matérias como os salários (no valor de 100 euros, em dois anos, ressalvando o eventual aumento do salário mínimo nacional em mais de 40 euros) e outras, com expressão pecuniária.

O subsídio de alimentação passa agora para 10,40 euros, o subsídio de função - para 45 euros. O pagamento de diárias, em casos de deslocação, tem o valor de 25,50 euros (distâncias de 50 km a 100 km) ou de 41 euros (mais de 100km).

Nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, em 2026 acresce um subsídio de insularidade, no valor de 3,25 por cento da remuneração-base.

Fonte: FIEQUIMETAL