A Inteligência Artificial (IA) passou a fazer parte das nossas vidas, mas, sobretudo, do nosso trabalho.

Tal sucedeu sem que os trabalhadores se tivessem, muitas vezes, apercebido da situação. À margem dos direitos de participação já existentes, como a consulta e informação, que incidem de forma genérica sobre matérias que afectem os postos de trabalho e os trabalhadores, o patronato foi introduzindo sistemas que digitalizam, aceleram e ou automatizam, em parte ou na totalidade, tarefas, recorrendo a tecnologias cada vez mais complexas e eficazes. Na maioria dos casos, sem ouvir ou sequer dar a conhecer a sua introdução aos trabalhadores excepto quando já são um facto consumado.

Pela influência decisiva que estas tecnologias têm nos locais de trabalho e na execução do próprio trabalho, é fundamental promover a acção sindical nesta matéria, seja para evitar as consequências negativas que o aproveitamento arbitrário do patronato possa trazer, seja para obriga-lo a que estes desenvolvimentos sejam colocados ao serviço dos trabalhadores e dos seus interesses.

Nunca se produziu tanto, tão rápido e com tanta qualidade. Nunca a humanidade foi tão longe na sua capacidade de extrair do mundo os recursos necessários para o seu sustento. Neste quadro, é fundamental que a nossa luta possa concretizar aquela que é a exigência principal dos trabalhadores: viver uma vida digna, em paz e progresso. Concretizá-la, implica colocar ao serviço de quem trabalha todo o desenvolvimento tecnológico a que assistimos.

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